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terça-feira, 12 de setembro de 2006

Dawn



Floresta de longas tranças na manhã rubra
Riacho em que adormeces o teu amanhecer
Alma em corpo de fada
Encanto de noite madura
Dor de mil estrelas quando se apagam
...quando amanheces...

Sou louco por te conter enquanto durmo
Sou louco por não te poder beijar, durante o reinado do Sol
Ontem, hoje, amanhã...
Sempre...




Contrasta a minha dor com o meu desejo
Combate o meu desejo com a minha prisão
Não te toco, pois vejo-te
Sonho-te por não te tocar... e somente assim te vejo

Porque nasci crepúsculo de uma vida
Numa distância, essa, de mim a ti
Apago-me, numa lentidão já minha conhecida
Aguardando-te, esperando-te durante um sonho
Breve que seja...





E ver-te, olhar-te nos meus olhos de sonho
...sendo já fim de madrugada
Morrendo a cada amanhecer teu
E a eterna distância que nos afasta

Acendo velas... apagam-se com o teu encanto de sorrir
Canta-me, assim como eu espero por ti
Encanta-me, assim como eu estou em ti
És...


imagem: Marco Neves

2 comentários:

Anónimo disse...

- falaste-me de um amor impossível e eu disse-te: tudo o que habita a impossibilidade faz-nos sentir que afinal estamos vivos e que, apesar de tudo, somos seres reais.

*

a.

Boganga disse...

"An angel, robed in spotless white,
Bent down and kissed the sleeping Night.
Night woke to blush; the sprite was gone.
Men saw the blush and called it Dawn."

by Paul Laurence Dunbar