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segunda-feira, 19 de junho de 2006

Assim foi...

Está tanto frio… As duas trememos de tal maneira, que manta nenhuma nos aquece. Tens uma ideia… vamos tomar um banho quente, juntas. Aceito.

Não é a primeira vez que o fazemos, mas, enquanto me dispo, olhas-me de uma maneira diferente… Também reparo nos teus seios, de facto são mesmo bonitos, penso como será tocá-los com a minha língua.


Enquanto tomamos banho eu tento não te olhar, perguntas-me se quero que me laves as costas. Pensei em dizer que não, mas o que saiu foi um sim. Sentir as tuas mãos suaves, tão diferentes das mãos de qualquer homem… Que raio se passa comigo?! Acabamos o banho, apresso-me a vestir, não quero que notes que quero olhar para ti, mas parece que fazes de propósito, entras no quarto apenas com umas cuequinhas roxas, todas rendadas e pedes-me para te ajudar a cortar as unhas.

Que merda, estou a tremer, mas porquê?? Refilas comigo porque ficaram com biquinhos! Saio apressadamente, não compreendo o que penso. As horas passam… mais tarde numa brincadeira com amigos, dizes-me algo que eu não gosto, dou-te um estalo. Mas porque raio te dei eu um estalo? Isso faço aos gajos quando me chateiam, não a ti, que és minha amiga. Dizes que te vais embora, peço desculpa. Desculpas-me. Voltamos a casa de mãos dadas, tão inocentemente…



De volta ao quarto encontro-te a brincar com uma pinça, começas a tirar alguns pêlos que tens nas pernas, eu digo-te que nunca gostei disso, que me doí. Propões ensinar-me. Começas então a tirar um por um, chegas-te um pouco mais acima, levantas a minha saia, pergunto-me se verás mesmo algum pêlo nas virilhas ou estarás a tentar provocar-me? Tudo isto se torna confuso. Sinto-me a ficar excitada. Será que tu também estás?? É demasiado confuso, dás-me um beijo suave na face, sorrio, mas vou-me embora.

Chega a noite, vamos ter com os amigos, tudo isto não me sai da cabeça, bebemos uns copos todos juntos, abraçamo-nos, brincam connosco. Do nada, dás-me um beijo na boca, sinto os teus lábios finos, lisos, como de todas as outras vezes, mas hoje apetece-me mais, sentir mais…



As horas passam, entre sorrisos e copos, acabamos cada uma em sítios opostos com companhias masculinas, mas sempre com aquela sensação estranha. Sei que também pensas o mesmo.

Voltamos a casa… vamos dormir juntas….

Conversamos um pouco sobre os nossos companheiros da noite, rimos juntas ao segredar o que menos gostámos. Ficámos com sono, apago a luz… Passas os teus dedos na minha cara e por fim seguras-me a mão. Adormecemos assim…

Durante a noite acordo com a minha mão sobre o teu ventre e a encaminhar-me para baixo. Abro os olhos, apercebo-me do que estou a fazer, assusto-me! Viro-me para o outro lado e adormeço com a certeza que amanhã será um dia normal.

Assim foi…


by: quebra-luz

1 comentário:

Morgaine disse...

Espectacular. Cada linha e cada palavra numa narrativa tão tipicamente tua, quebra-luz. Já é o segundo texto teu que leio e gosto muito. Penso que, as mulheres tal como os homens tambem precisam destas narrativas sensuais, que parecem conter uma mensagem explicita: amem-se todos e todas e façam amor. São prazeres que jamais devenm ser separados.