No istmo do meu corpo, acalento a vontade de me cuspir em inferno. Expelir-me em seiva bruta, nesse teu rosto de menina recatada. Não me apetece nada como antes te dizia, acariciando o teu corpo, como nervuras do delicado prazer do deleite. Dói. Dói-me continuar a reter, aqui dentro. Concentra-se a vontade ao mínimo mal da tua presença.
Não te quero. Quero-te apenas.
Nos aceiros criados no teu corpo, a fronteira delineada pelo teu fogo, a minha boca traz à tua pele o limite do tempo, entre as tuas pernas o contrafogo, contraposto, contra o corpo um do outro. Sem nada contra. Ao contrário, abafar a labareda com a língua, retirar-te o ar com a boca. Será o vácuo um sinal de te engolir, sem palavras, de lamentos esquecidos à tradução possível dos movimentos ritmados.
Não quero. Apetece-me.
A saliva é centelha que escorre, que se mistura na penetração do corpo. Sim, meter, enfiar, comer com os dedos. Lambuzo-me até à medula. Crepita-me a vontade de me fundir à terra, enterrando a raiz na brasa, o pau no barro, o aço na frágua.
Nos aceiros criados no teu corpo, a fronteira delineada pelo teu fogo, a minha boca traz à tua pele o limite do tempo, entre as tuas pernas o contrafogo, contraposto, contra o corpo um do outro. Sem nada contra. Ao contrário, abafar a labareda com a língua, retirar-te o ar com a boca. Será o vácuo um sinal de te engolir, sem palavras, de lamentos esquecidos à tradução possível dos movimentos ritmados.
Não quero. Apetece-me.
A saliva é centelha que escorre, que se mistura na penetração do corpo. Sim, meter, enfiar, comer com os dedos. Lambuzo-me até à medula. Crepita-me a vontade de me fundir à terra, enterrando a raiz na brasa, o pau no barro, o aço na frágua.
É o diário de um incendiário que vê nos teus recantos, uma senda a procurar. Desejo ver os teus seios a arder, secar-te toda a àgua, tragar-te toda a fonte. Seria carbonizar o sexo, sem a frouxidão das palavras, sem tê-las, tendo-te.
Não quero. Quero muito.