"Dear Darkness"
Forças-me a escrever, inibes-me de viver
rasgas-me à noite, cerras-me de dia
engoles-me de uma vez, grito-te para dentro
e nada, nada me faz sentir-te mais
Transformas-te aos poucos, e a mim, de uma vez
transbordas-me no choro, e lágrimas nem vê-las
sonhar-te é viver, sem te ter, sem te ver
e nada, nada me faz querer-te mais
Este aperto por o mundo ser tão pequeno
por este corpo desejar morrer a cada passo
sem que te olhe, porque necessito sentir-me mortal
que algo em nós o seja...
Esta cegueira pelo sol, esta maior sede pela secura
todo o mal em mim, pelo bem que te quero
e nada de errado em te querer, sem a certeza
de um futuro em que pense, se algum dia exististe
Quebras-me a alma, derretes-me o tempo
derrotas-me o coração, vencendo-te em desejo
sonho-te que me sonhas, sabendo dizer quem sou
escrever-te em sorrisos, desenhando-te em desejo
E sei que me choras, bem antes de adormecer
terminando o coração bem perto da boca
enrolando as palavras que guardamos para dizer depois
para depois... bem depois de amanhã...
Aquecer-te as mãos e perder-me, por fim, nos teus olhos
sem terminar as frases, sem saber respirar
deitar-te sobre mim, sobre o céu, sobre planícies de silêncio
saber tirar-te da mente e seres a minha carne
Tão só e somente, apenas a sós transpareço
o íntimo sussurro escondido para além das sombras
para que ninguém saiba que existes em mim
o sonho que nunca morre, até te viver
rasgas-me à noite, cerras-me de dia
engoles-me de uma vez, grito-te para dentro
e nada, nada me faz sentir-te mais
Transformas-te aos poucos, e a mim, de uma vez
transbordas-me no choro, e lágrimas nem vê-las
sonhar-te é viver, sem te ter, sem te ver
e nada, nada me faz querer-te mais
Este aperto por o mundo ser tão pequeno
por este corpo desejar morrer a cada passo
sem que te olhe, porque necessito sentir-me mortal
que algo em nós o seja...
Esta cegueira pelo sol, esta maior sede pela secura
todo o mal em mim, pelo bem que te quero
e nada de errado em te querer, sem a certeza
de um futuro em que pense, se algum dia exististe
Quebras-me a alma, derretes-me o tempo
derrotas-me o coração, vencendo-te em desejo
sonho-te que me sonhas, sabendo dizer quem sou
escrever-te em sorrisos, desenhando-te em desejo
E sei que me choras, bem antes de adormecer
terminando o coração bem perto da boca
enrolando as palavras que guardamos para dizer depois
para depois... bem depois de amanhã...
Aquecer-te as mãos e perder-me, por fim, nos teus olhos
sem terminar as frases, sem saber respirar
deitar-te sobre mim, sobre o céu, sobre planícies de silêncio
saber tirar-te da mente e seres a minha carne
Tão só e somente, apenas a sós transpareço
o íntimo sussurro escondido para além das sombras
para que ninguém saiba que existes em mim
o sonho que nunca morre, até te viver


6 Comments:
Fragmentos de alma...em prosa poética, apaixonada, declarada e belamente "ilustrada".
A superfície límpida das emoções e o lado sombrio que se confia à memória.
Sentir()e viver()...
*
"para que ninguém saiba que existes em mim."
......
Ès um artista. Clicas e escreves como poucos.
E eu gosto de poucas coisas.
Hoje que li sóbria o que escrevi inebriada, não pude evitar de ter uma reacção semelhante à tua.
Mas egocentrismo à parte, adoro o que escreves. Como disse, perfeito.
Alampanado,
existem filamentos que de tanto encandescidos procuram na sombra do abajour uma forma de se sentirem sozinhos...
hajam interruptores e termóstatos para que nasça a escuridão e assim deixar que morra a luz...
até ao próximo impulso do dedo!
Saudações Marvelhágicas
serás intenso, no mínimo. Um dia escrevo um post dos que mais gosto, em que finjo que me apaixono. Por ti. Finjo que me apaixono desde os 11 anos. O próximo és tu.
Voltei.
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