...declarei-me.
Larguei palavras e fui directo.
Só isso.
Tu.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
na primeira pessoa
Não sei se me farte de sentir, ou se me enfarte por um Outubro de folhas caídas. Restam-me dúvidas, e este receio de morrer estúpido. Mais ainda de quando traguei o mundo, degrada-me mais depressa todo o processo de pensamento. É sentir-me ilógico, fraco, mortal.
Pensei que já soubesse lidar comigo, mas não, não sei. Assim como não sei o que fazer a esta ânsia, quando me falta o ar e dou comigo frente ao mesmo espelho de sempre, repetindo o meu nome, até que caia no desgaste de me chamar.
Porquê? Porque me encerro para explodir. Porque me abro ao mundo para me conter. Dá-me esta vontade mal canalizada para me querer riscar aqui mesmo. Aqui. Aqui, Marco. Risca-te aqui, já. Repete-te. De novo, repete! Repete-me. Lava-te nas mesmas águas, procura sobre a mesma pele em que acordas.
E pior, deixo-me cair. Levanto-me. Repete-te, Marco... aqui, bem baixinho. Segreda-te nos medos que assim te assolam. Estás descalço. Bem sabes que te encontras de coração nas mãos. Lambe esses lábios que tanto desejam entrega. Solta esse cabelo. Solta. Solta-te. Repete! Repete-me de novo.
Conheces estes passos, todos os baixos e venenos. Toma-te, que este trago é unicamente teu. Sabes-me bem. Nesses olhos, no olhar que escondes, o que sempre escondes. Mostra. Mostra-te, porque o teu suicídio é esse tão bem saber viver. Faz-te mal tão bem querer. E tão bem que o mal te faz, estremeceres de receios e dos demais incrementos do amor.
Escolhe-te, sem que te recolhas entre as paredes. Percorre-te a sós, um minuto antes da entrega. Toca-te. Tocas-me como nem eu me sei tocar. Sabes tão bem, bem sabes como te reescrever por entre húmidas paredes. Contraria-te e contraio-me. Sal, suor e lágrimas. Sangue, veias, gemidos e vazios. Sussurra-te, que te quero em voz perdida, quando estendes a língua aqui. Aqui. Aqui, Marco! Não sabes parar. Não te esqueces de me deixar de ouvir. Rasga. Rasga-te até onde te fundes em mim. Rasga-me, que não quero mais ser estátua icólume ao teu sentido.
Pensei que já soubesse lidar comigo, mas não, não sei. Assim como não sei o que fazer a esta ânsia, quando me falta o ar e dou comigo frente ao mesmo espelho de sempre, repetindo o meu nome, até que caia no desgaste de me chamar.
Porquê? Porque me encerro para explodir. Porque me abro ao mundo para me conter. Dá-me esta vontade mal canalizada para me querer riscar aqui mesmo. Aqui. Aqui, Marco. Risca-te aqui, já. Repete-te. De novo, repete! Repete-me. Lava-te nas mesmas águas, procura sobre a mesma pele em que acordas.
E pior, deixo-me cair. Levanto-me. Repete-te, Marco... aqui, bem baixinho. Segreda-te nos medos que assim te assolam. Estás descalço. Bem sabes que te encontras de coração nas mãos. Lambe esses lábios que tanto desejam entrega. Solta esse cabelo. Solta. Solta-te. Repete! Repete-me de novo.
Conheces estes passos, todos os baixos e venenos. Toma-te, que este trago é unicamente teu. Sabes-me bem. Nesses olhos, no olhar que escondes, o que sempre escondes. Mostra. Mostra-te, porque o teu suicídio é esse tão bem saber viver. Faz-te mal tão bem querer. E tão bem que o mal te faz, estremeceres de receios e dos demais incrementos do amor.
Escolhe-te, sem que te recolhas entre as paredes. Percorre-te a sós, um minuto antes da entrega. Toca-te. Tocas-me como nem eu me sei tocar. Sabes tão bem, bem sabes como te reescrever por entre húmidas paredes. Contraria-te e contraio-me. Sal, suor e lágrimas. Sangue, veias, gemidos e vazios. Sussurra-te, que te quero em voz perdida, quando estendes a língua aqui. Aqui. Aqui, Marco! Não sabes parar. Não te esqueces de me deixar de ouvir. Rasga. Rasga-te até onde te fundes em mim. Rasga-me, que não quero mais ser estátua icólume ao teu sentido.
Sente. Sente-me por entre os teus dedos, esvaindo-me a cada trago aflito. Nos teus, guardares toda a noção que me ofereces, perder-me para ti. Cai, desejo-te em queda, de joelhos no chão. Puxar-te para mim. Para mim. Porque te quero ver assim, na segunda pessoa do singular, sabendo-te tão bem sentir a primeira.
Concentra-te, esquece quem sou, o que tu és. Levas-me daqui, para ti. Trazes-me recordações de boas maneiras. Outros tempos em que soubeste o que era a entrega. Encantas-te ao espelho, mirando esse flanco desprovido de pele, vidro ou armadura. Ensejo oferecido a outras mãos. Desejo desenhado a outros dedos. Aproxima. Aproxima-te. Permite o toque de morte, Marco. Repete-te como da primeira vez, em que tanto soubeste diluir o teu sorrir.
Eleva-te. Leva-me. Sublime despertar madrigal, que tens couro e corpo sedento de vaidades. Desejo absoluto de gritar essa chama aflita que te enrola a garganta. Arde o mundo, tu nasces. Exaspero no tempo que demoras a roçar-te por mim. De mim já nem sei, sabendo que para ti sou-te presente.
Enlouquece. Enlouquece-me neste aperto agudo. Tortura-me com esta ausência, mas tão presente me floresces na pele. Arrepias-me. Calas-me o vazio, preenches-me os frios da alma. Corrompes quem sou, vencendo-te na gota que te encharca. Crê. Quero-te. Grita-te. Mais. Mais! Mais! Grita-me no pulmões que tens para te sentires dentro de mim. Morre e mata-me, com amor.
Só assim te sei escrever, com tanto engelho e engenhos de jamais perderes a noção desse teu nome. Só assim, de cada vez que estendes as mãos para fora do teu peito, arrancando pedaços à terra que te fez à imagem da lua. Enlutas preconceitos. Demoras os beijos, de braços abertos à luz. Que as lembrança não te corroam as vitórias. As despedidas, mesmo que breves, não te afastem o medo, nem a luz dos teus olhos.
Queda-se a justeza menor à estranha incapacidade de me saber lidar frente ao espelho. Que todo o pesadelo me lateje de vez na cabeça. Arranca-me deste peito, Marco. Arranca-me daqui para ali. Mais além. Mais! Quero-me mais em ti, nestes meus ossos. Com toda esta dor de me refazer à imagem do Homem. Dói-me tanto, tanto que é sentir-me bem.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
p.u.t.a.
Ouvi dizer que se segredavam coisas bonitas por aqui. Constou-me que todas as flores eram quase como orgasmos ao olfacto. Emprenhei pelos ouvidos, e perdendo a última hora de sol, constatei que de enganos assim, afundaram-se mais almas que homens. Não é qualquer coração capaz de amar. Não é qualquer coração capaz de disciplinar a própria dor. Apenas porque a dor, essa, não passa para além do seu conteúdo, mas extravasa-se em incongruências e metásteses sentimentais.
Ouvi dizer que mandaste alguém à minha pergunta. Procurei-te, como quem quer achar o que não deve, mas deve procurar o que não sabe. Desconheço alguma semelhança com outro senão comigo mesmo, porque já nem nome trago vestido quando no teu encalço. Já nada me parece natural, mas tudo, tudo em ti me fazia lembrar... enfim, a ti.
Desenhei-te a boca para que me respondesses se eras tu realmente que ali estavas à minha espera, eis que me trespassas de morte. Sorriste. Desenganem-se, abstémios, correctos, religiosos, meninos de luz e meninas de jardim. Não oiçam o que se diz por aí, que sou um homem de mil vidas e de outras mil que sobrevivi. Já há dias em que me sinto pálido e doente. Esta doença, nesta doença, só por esta que me faz viver.
Sombras, silhuetas e nódoas camufladas nas léguas que possui a língua. Açulando as intenções em maus lençóis e outros propósitos de companhias. Sinto a pele esfriar durante a madrugada já quase vencida. Poderia considera-me fino, se restasse em mim um apêndice de bom comportamento, algum composto de imaculada pose de inatingível. Pois sim, que um homem é feito de coluna vertebral, dizem. Mas a espinha adorna-se às camas em que se deita a vontade.
E vontade esta que me desassossega até aqui, onde me sinto tenso, rijo e seguro de morrer aqui e agora. Não fosse ser tão pouco dado a crenças, acostumar-me-ia ao flagelo da penitência, como um charlatão que vende a própria mãe ao Diabo. Absolva-se qualquer desejo escorreito, sem quebrar a promessa de um dia inventar-me melhor.
O odor que emana a tua pele, parecendo segredo escondido do medo. O medo escondido do nome. O nome escondido de quem somos. O que somos catalogado em perfumes. Não se lhes encontra sentido, porque apenas importa a que cheiram. Encerro-me de vontade, contra este peito que se diz aberto, encostando no teu. Vontade espartana de te agarrar pelo cabelo, puxar-te com força para mim. Morderes-me os dedos, como freios a que tua boca não se padece.
A que este lato pensamento me leva, de gostar do cheiro que deixas nos meus dedos, na minha boca. Talvez seja como beijar o céu, extraír um pouco de ti, a cada vez que respiras. Finges dormir. Ousas dizer que me conheces, enquanto troçamos do mundo. Abaixo a humanidade. Queimem-se princípios, porque os fins conseguem-se mudar. Conspira-se mais um pouco, enquanto folga o corpo. Inspira-se em tom de bons modos, o cheiro da erva fresca na tua pele. Amargas. Amargas-me. Deixa-me ao corrente dos teus esfregaços por mim. Dedadas minhas por ti, decalques da intenção de te querer mais. Magoar-te porque és minha. És minha. És minha.
Sendo coração que nada mais alcança, olhos de sentir as fráguas de esquecidos infortúnios. Qual braço forte, se nesta correnteza apenas jazem enjeitos e tristezas. Acomodam-se os sentimentos aos cortumes de um amor prolongado, magarefe. Um vazio pautado por um querer mais além do compreensível. Falo eu de coisas contrárias, julgando-me perante os teus pés, pelas linhas avessas que nos coseram.
Porque de acrónimos se fizesse a minha cabeça, serias sempre puta para mim. Porque uma tarde abalaste.
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