“Amor, chamo-te assim desde que entraste por aquela porta. Leve, sorridente, no perfume de bela que és. Demasiado seria pensar na tua paixão como a razão de olhares para mim. Quero-te, quero-te muito.
Amor, chamo-te assim, cantando-te todo o nome que me és, meu amor. Escrevo com a certeza de que nenhuma palavra fará jus a ti. És tão mais que qualquer mortalidade. Perdi a noção de ser apenas alguém, indiferente, translúcido, no momento em que me sussurraste em toda a tua sede de mulher, que me querias, ali no momento.
Amor, sou-te por inteiro, de igual partilha, teu. Não te sinto apenas como posse, és a oferenda aos olhos de um homem feliz e completo. Tenho-te aqui, vivendo dentro de mim, contando cada hora para te reencontrar. Desejo beijar os teus olhos, a tua pele, mergulhar em ti, morrer e renascer.
Amor, porque o somos, unos. Amantes que nos tornamos em cada toque, no teu cabelo, na tua boca. Sentir no calor da paixão, toda a tua vivacidade espelhada no teu olhar. Tece a pessoa que sou, nos teus beijos, a fio de ouro do teu respirar. Alteram-se os sentidos apenas de soletrar o teu nome, quero-te, quero-te mais.
Amor, sinto a ausência do agora, do quase pranto enlutado, embrulhado nesta distância dos corpos. Aparta-se a luz, esquecem-se as velas apagadas no cantinho de nós que chora. Guarda-se a voz nos hinos velados, chamando por ti, o teu nome, até adormecer. Amor, quero-te mais depressa que o dia.
Voltarei breve, de pressa que não espera, com fome de não te sentir. Amanhã estarei em ti, por ti, para ti. Na rubra pele de paixão, quero-te no fogo de nós.”
Amor, mulher minha. Escrevo-te com esta dor que me invade de cada vez que a caneta fustiga o papel. Por cada lágrima convertida em tinta, em nódoa eterna. Por tanto te amar, assim como agora, por já nem saber o que te dizer mais. Doendo, confesso-te esta fraqueza de mim, a minha pena maior, decapitando o coração, por todas aquelas palavras não serem de minha autoria. Farei das palavras do outro as minhas.
Amor, chamo-te assim, cantando-te todo o nome que me és, meu amor. Escrevo com a certeza de que nenhuma palavra fará jus a ti. És tão mais que qualquer mortalidade. Perdi a noção de ser apenas alguém, indiferente, translúcido, no momento em que me sussurraste em toda a tua sede de mulher, que me querias, ali no momento.
Amor, sou-te por inteiro, de igual partilha, teu. Não te sinto apenas como posse, és a oferenda aos olhos de um homem feliz e completo. Tenho-te aqui, vivendo dentro de mim, contando cada hora para te reencontrar. Desejo beijar os teus olhos, a tua pele, mergulhar em ti, morrer e renascer.
Amor, porque o somos, unos. Amantes que nos tornamos em cada toque, no teu cabelo, na tua boca. Sentir no calor da paixão, toda a tua vivacidade espelhada no teu olhar. Tece a pessoa que sou, nos teus beijos, a fio de ouro do teu respirar. Alteram-se os sentidos apenas de soletrar o teu nome, quero-te, quero-te mais.
Amor, sinto a ausência do agora, do quase pranto enlutado, embrulhado nesta distância dos corpos. Aparta-se a luz, esquecem-se as velas apagadas no cantinho de nós que chora. Guarda-se a voz nos hinos velados, chamando por ti, o teu nome, até adormecer. Amor, quero-te mais depressa que o dia.
Voltarei breve, de pressa que não espera, com fome de não te sentir. Amanhã estarei em ti, por ti, para ti. Na rubra pele de paixão, quero-te no fogo de nós.”
Amor, mulher minha. Escrevo-te com esta dor que me invade de cada vez que a caneta fustiga o papel. Por cada lágrima convertida em tinta, em nódoa eterna. Por tanto te amar, assim como agora, por já nem saber o que te dizer mais. Doendo, confesso-te esta fraqueza de mim, a minha pena maior, decapitando o coração, por todas aquelas palavras não serem de minha autoria. Farei das palavras do outro as minhas.
E para quê se amar-te é doer-me...