Sabor a suor, o corpo de gelo que derrete lentamente, fluindo no doce néctar do dia. Sabor a tarde, o copo servido ao fim da pausa. Saber a mais, de trago em trago, acompanhado a ritmo lento, esquecido.
Sou daquela linhagem específica, não ordenada, enxuta nos pequenos sopros de vida. Imposta a colmatar a necessidade que se arrasta na mesma vontade de querer, de tanto beber-te, mais desejo de sede tenho. Sou assim, com toda a normalidade, estendida até a luz desaparecer.
Ergue-se o copo, a avidez de perseguir a sede. Vazio, olho-te por entre as tuas linhas deformadas pelo vidro, fluidas na secura agora instalada. Vem, sussurra-me no teu gosto de me agradar. De mãos dadas, esperamos a noite calma, o seu cheiro e frescura. Aproxima-te, quero beber-te o vinho que me ofereces no teu corpo. Dá-me mais, frutado, na casta do teu perfume.
A correlação de sorrisos partilhados, em variáveis transmutadas, definidas aos meus olhos, sobejo prazer em te beijar. Sob todo o teu brilhante olhar, génio que me acende em mil e uma lucernas dos mais recônditos desejos que vivem em mim.
Sabor. Sabor, saber mais sabores do que és. Enche de novo o serão que nos guarda, sem desperdiçar quem me fazes ser. Toca-me, destila a minha constante amargura, como lúpulo da minha saliva. Decanta o meu jeito em quebrar o gozo do dia, sem que me alteres na composição. Artífice de ouro, pés descalços no meu peito, prova-me no beijo e no aperto do gesto.
Ao fim de todo um dia, completa-se a memória que virá na tua ausência. O que me espera será apenas uma pequena pausa. Parte do meu desejo esperará atrás da porta, para que voltes a entrar. Quero a saudade presente, sem que todo eu te espere realmente. Outro lado que sou, aguarda o sabor de me oferecer. Aguardo, aguardo... porque quero.
Sou daquela linhagem específica, não ordenada, enxuta nos pequenos sopros de vida. Imposta a colmatar a necessidade que se arrasta na mesma vontade de querer, de tanto beber-te, mais desejo de sede tenho. Sou assim, com toda a normalidade, estendida até a luz desaparecer.
Ergue-se o copo, a avidez de perseguir a sede. Vazio, olho-te por entre as tuas linhas deformadas pelo vidro, fluidas na secura agora instalada. Vem, sussurra-me no teu gosto de me agradar. De mãos dadas, esperamos a noite calma, o seu cheiro e frescura. Aproxima-te, quero beber-te o vinho que me ofereces no teu corpo. Dá-me mais, frutado, na casta do teu perfume.
A correlação de sorrisos partilhados, em variáveis transmutadas, definidas aos meus olhos, sobejo prazer em te beijar. Sob todo o teu brilhante olhar, génio que me acende em mil e uma lucernas dos mais recônditos desejos que vivem em mim.
Sabor. Sabor, saber mais sabores do que és. Enche de novo o serão que nos guarda, sem desperdiçar quem me fazes ser. Toca-me, destila a minha constante amargura, como lúpulo da minha saliva. Decanta o meu jeito em quebrar o gozo do dia, sem que me alteres na composição. Artífice de ouro, pés descalços no meu peito, prova-me no beijo e no aperto do gesto.
Ao fim de todo um dia, completa-se a memória que virá na tua ausência. O que me espera será apenas uma pequena pausa. Parte do meu desejo esperará atrás da porta, para que voltes a entrar. Quero a saudade presente, sem que todo eu te espere realmente. Outro lado que sou, aguarda o sabor de me oferecer. Aguardo, aguardo... porque quero.